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Ana Vitoria Gaspar

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A língua Brasileira de sinais, libras, é a segunda língua oficial do país, e ela é utilizada pela comunidade surda brasileira e reconhecida pela lei Nº 10.436 de 24 de abril de 2002. E para trazer mais detalhes sobre isso em nosso primeiro podcast temos como convidado, o Brasil tem dois idiomas Linguagem é um dialeto usado por um determinado grupo de pessoas e libras tem reconhecimento por lei. Libras é a forma oficial de surdo se comunicar assuntos importantes, sobre leitura labial, aparelho auditivo, o motivo pela qual não é ensinado nas escolas, e nem os pais procuram ensinar, antes eles buscam o recurso com fono e otorrino e como eles não são considerados deficientes, cultura, Possui diferenças de estado para estado o que seria o sotaque A língua Brasileira de sinais, libras, é a segunda língua oficial do país, e ela surgiu no Brasil através do francês Ernest Huet, que veio a convite do imperador Don Pedro II, segundo alguns relatos Don Pedro tinha um neto surdo e outros falam que era um parente próximo e não seu neto e como naquela época era comum ter professores formados pelos institutos europeus, ele veio para dar aulas. Huet já tinha como objetivo criar escola para educação de surdos, baseado no método de comunicação total, e esse método tinha foco de aumentar as possibilidade de comunicação dos surdos no meio familiar e escolar e em 1855, ele apresentou um projeto de criação de uma escola, ele viu que no Brasil havia muito mais surdos do que ele imaginava, e o imperador afim de ajudar seu parente ou neto aceitou a proposta e em 1857 no Rio de Janeiro foi fundado o IISM - Imperial instituto dos surdos-mudos - e tratava apenas crianças do sexo masculino, esse instituto mudou sua nomenclatura com passar dos tempo e atualmente ele se chama INES - Instituto Nacional de Educação de surdos - A palavra mudo saiu da nomenclatura, pois hoje já se sabe que as pessoas surdas não falam, pois não aprenderam a falar. Uma curiosidade que língua americana é a mais usada no mundo, porém a brasileira tem base na francesa devido ao Huet. Hoje nosso convidado, no Andre com-vida, é o Tiago Oliveira professor de Libras e tem contato com os surdos desde os 09 anos, ele vem trazer assuntos importantes como a leitura labial, aparelho auditivo, cultura, que existem diferenças de um estado para o outro e algumas curiosidades e a realidade de quem vive sem ouvir o mundo externo. Outro assunto que foi falado é o motivo pelo qual os pais não procuram no primeiro momento ensinar a língua para seus filhos e buscam recurso como fonoaudiólogo e otorrino, afim de tratar a audição. Tiago falou também sobre como deveria ter libras nas instituições de ensino, já que ela foi oficializada como a segunda língua oficial no Brasil, pela lei Nº 10.436 de 24 de abril de 2002, agora em 2022 fez 20 anos dessa lei, mas ao que parece estamos ainda em 1857 aonde poucos tinha acesso, existem aulas no YouTube, aulas de graça pelo Brasil, mais infelizmente não se vê campanhas para que todos aprendam, existem pessoas surdas em várias camadas da nossa sociedade, vivendo e se comunicando.

A história que vai ser contada hoje é do Sr. Jurandir, e ela começou quando ele tinha por volta dos 16, 17 anos no Bloco Bom Garoto, compositor ilustre da maior festa popular, o carnaval! Com sambas que caíram no gosto popular e são ouvidos até os dias de hoje, principalmente em rodas de samba do Rio. Apesar de ter começado no bloco, foi nos anos 80 quando migrou para Imperatriz Leopoldinense que ele começou a compor para participar de campeonatos, para ter o samba escolhido e foi em 1989 que ganhou com o samba LIBERDADE, LIBERDADE! ABRE AS ASAS SOBRE NÓS, um samba composto por Niltinho Tristeza, Preto Joia, Vicentinho e o nosso convidado Jurandir, eu tenho certeza de que independente da sua idade, você já ouviu esse samba. Considerado um dos melhores da história do carnaval, esteve como tema na novela Lado a Lado, ganhou em uma eleição no programa do Faustão e foi regravado pelo Dudu Nobre em um CD com os melhores samba do carnaval Carioca, essa composição foi uma homenagem aos cem anos da república no Brasil, trazendo o tema abolição da escravidão. Seu último ano na escola foi em 1996, com o samba IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE HONROSAMENTE APRESENTA: LEOPOLDINA, A IMPERATRIZ DO BRASIL, o samba ganhou 10 de todos os jurados, porém a escola não foi campeã, mas o samba ficou bem conhecido. Logo após esse período na imperatriz, a próxima escola foi Unidos da Tijuca, em 2004 a escola foi vice campeã com um refrão que dizia: “Sonhei amor e vou lutar Para o meu sonho ser real (BIS) Com a Tijuca, campeã do Carnaval” O samba na época foi questionado, por esse refrão, “como assim vamos colocar que somos campeões, sem sermos?” esse foi uma das indagações, mas mesmo assim ele foi para avenida e como um profecia chegaram ao segundo lugar, depois de anos com desfiles bem problemáticos e sem nem estar entre as campeãs. Sr. Jurandir confidenciou que durante a apuração ele desceu do pódio e o diretor, perguntou aonde ele ia, ele respondeu “Não vamos ganhar” e o diretor que era um português, Fernado Horta, falou para ele “volta, pra cá” e logo após isso eles estavam comemorando o vice-campeonato. O mais recente samba foi no paraíso da Tuiti, em 2018 com o samba, MEU DEUS, MEU DEUS, ESTÁ EXTINTA A ESCRAVIDÃO? a escola que teve um péssimo ano no campeonato anterior, com um acidente na avenida, deixou feridos, e mesmo sobre protestos que não deveriam participar do desfile no ano seguinte, deu a volta por cima e foi vice em 2018. Jurandir ainda segue compondo, esse ano de 2023 ele foi convidado para fazer parcerias em um samba para concorrer na Imperatriz do enredo O APERREIO DO CABRA QUE O EXCOMUNGADO TRATOU COM MÁ-QUERENÇA E O SANTÍSSIMO NÃO DEU GUARIDA. E quem é que vai parar ele? Quando em 1996 ele estava compondo Liberdade, liberdade! E assim ele é conhecido também, como LIBERDADE.

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O convidado do André Com-Vida, é o Professor, Historiador e Missionário Alexandre Reis, atualmente professor em duas escolas, mas nem sempre foi assim. Até os 25 anos tinha apenas a quinta série trabalhando como vigilante, mas nunca perdeu a vontade de estudar, a partir dessa vontade ele procurou o que atualmente é o CEJA, Centro de Educação de Jovens e Adultos, mas na época o nome era Centro de Ensino Supletivo, terminando assim o primeiro e segundo grau, após isso, começou a estudar o pré vestibular comunitário na Maré, o CEASM, participando da primeira turma do curso. Durante o ano de 1997, fez o vestibular passando pra arquivologia na UNIRIO, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, mas nesse meio tempo participava de um processo seletivo no Metrô Rio, o que fez com que acabasse trancando a matrícula. Mas em nenhum momento pensou em desistir de estudar, em 2001 fez sua matrícula na faculdade de história na Veiga de Almeida se formou em 2004 e já nesse ano prestou concurso para ser Professor do Estado, assumiu sua primeira turma no ano de 2006, em 2009 passou no seu segundo concurso. Em paralelo a sua vida profissional existe a vida religiosa, convertido desde os seus 19 anos passou por várias igrejas e umas das mudanças de Coelho Neto para Vila Isabel, conheceu a nova vida na qual ele atua hoje em dia. Fundou uma igreja no Morro dos Macacos que está lá até hoje, foi para Freguesia, alto da Boa Vista, sempre levando a palavra. Durante o podcast vem trazendo pontos importantes de como essa galera se comporta nas mídias sociais e suas projeções, em realidade que não condizem com as suas. Outro ponto importante, é a evolução, de como as mídias vem permeando na nossa sociedade desde a década de 40 com surgimento do rádio e, como o capitalismo entendeu que seria uma forma de manipulação da sociedade. Uma frase dita durante a entrevista me chamou a atenção e talvez vai chamar para você também, “a tecnologia hoje deu a oportunidade de você ser artista” o que se tira dessa frase é, que você se mostra ao mundo, sendo protagonista, pode cantar, dançar e até mesmo fazer isso que eu estou fazendo ,escrevendo, ou até mesmo como nosso apresentador André, estamos protagonizando de alguma forma e nos mostrando ao mundo, sem depender de um rádio ou televisão e tenho certeza, que você espectador está vendo esse vídeo pelo celular, que é a forma mais democrática para se ter acesso nos dias atuais. Entre a igreja e a sala de aula, ele acredita que ter uma troca com os seus alunos de forma rica, aprendendo e ensinando foi um divisor de águas na vida dele, ajudou no ministério e o ministério o ajuda a ensinar. Alexandre é casado com Emília Cristina, pai de dois filhos, Pedro Vitor, Vitoria e perde o Marcos Vinicius que veio a de COVID-19

Tamires Torres da Purificação, 26 anos, professora e pesquisadora em Ensino de Matemática e Educação Financeira, começo hoje pela apresentação para vocês entenderem que ela por ser muito jovem já é inspiração para pequenos jovens. Licenciatura em Matemática pela UFBA, mestrado em Ensino de matemática no PEMAT/ UFRJ e atualmente doutorando em ensino de matemática na UFRJ. Com toda essa base ela é finalista no prêmio XP de educação financeira com uma dissertação de 172 páginas em 2022. Sua pesquisa foi baseada em toda uma cultura econômica que existe nas periferias, principalmente da Bahia sua cidade Natal, no bairro de Amaralina. Ela sabia que aquelas pessoas não estavam comprando ações, mas movimentavam o dinheiro, principalmente dentro dos seus bairros, realizando transações nos comércios locais e dentro dessas práticas as pessoas utilizam das caixinhas, uma poupança sem juros, onde se coloca o valor por um tempo determinado, com uma pessoa de confiança e a partir daí existem as regras de quando pode ser resgatado. A princípio ela queria passar os seus conhecimentos sobre mercado financeiro para as pessoas, mas com o tempo ela entendeu que já existe uma prática local, que não vem de grandes instituições financeiras. Durante a sua pesquisa ela citou, como mulheres as escravizadas, contribuíram para a economia, as quituteiras, estavam na rua vendendo seus doces e uma parte do dinheiro era entregue aos senhores de escravos e uma parte ficava com elas, e a partir daí começaram a comprar suas alforrias, e quando tinham familiares compravam dos seus parentes, e o local para guardar dinheiro era a Caixa. E daí que surgiram as irmandades, local que essas pessoas viviam sua liberdade e se reuniam para fazer festas e reuniões com rituais católicos, para terem respeito na sociedade. Tamires tem total consciência de que o espaço hoje que ela ocupa é masculino e de pessoas brancas, mas fica feliz por estar nesse lugar e por ter outras mulheres negras, assim como o coletivo de mulheres, matemáticas negras, sabe que ainda existe muito o que conquistar e por isso inspira seus alunos a conquistarem seus espaços e que a ideia de mérito é apenas para excluir pessoas pretas e periféricas. Um experimento que ela costuma fazer quando vai realizar palestras em outras escolas, antes de se apresentar, questiona os alunos qual a matéria que ela leciona, e raramente a resposta é matemática, dentro do imaginário e da estrutura da nossa sociedade ainda é difícil imaginar uma mulher preta ocupando espaços científicos. Que venham mais Tamires, que venham mais pretas e pretos ocupando os lugares.

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Cinema de independente é um termo usado para filmes de baixo ou nenhum orçamento, muito comum em países onda não há apoios para essa indústria. Mesmo o mercado audiovisual crescendo, principalmente durante a pandemia, ainda há muito o que crescer, para abraçar essa galera que está criando em casa, sem equipamento ou com material improvisado. O cinema está em nossas vidas e seu surgimento está associado a invenção do cinematógrafo no século XIX, um aparelho capaz de capturar “imagens-movimento”, e ao longo dos anos passamos por vários equipamentos através do avanço das tecnologias, e hoje é possível fazer produções com o seu celular. O cinema já foi usado para fazer campanhas, um exemplo clássico foi a cineasta Leni Riefenstahl que fazia campanhas para nazismo. Sabemos que o cinema hoje é usado para gerar emoções, e é considerado a Sétima Arte. Criando sentimentos inenarráveis, Arthur Mota e Marco Guida são dois apaixonados pelo que fazem e vão trazer um pouco dessa experiência do cinema independe, no André Alves Com-Vida de hoje. Arthur aos 17 anos criou um canal no Youtube que fazia críticas de filmes que estavam sendo exibidos no cinema, com o tempo o canal se tornou humorístico, desde cedo sempre foi criativo e consumia muito filme, revistas em quadrinho e sempre teve vontade de criar e escrever, começou a faculdade, mas por problemas financeiros teve que parar, mas não parou de estudar e foi procurar cursos, fez de operador de câmera, e atualmente está cursando jornalismo e Escola de teatro “Nu Espaço”. Marco é outro apaixonado e, desde pequeno teve estímulo audiovisual no ensino médio, através de trabalhos e projetos independentes no Youtube sobre cinema, chegou a cursar faculdade de cinema, mas não terminou. Procurou se especializar em curso de câmera. Apesar de jovens, Arthur com 22 anos e Marco com 25 anos, já estão no mercado trabalhando e compartilhando suas experiências, a trajetória de ambos é semelhante, porém eles tem inspirações diferentes. Arthur tem como cineastas o Tarantino, por ser tratar de um cinema autoral, o grupo humorístico Hermes e Renato pela irreverência e o humor “Non Sense”, o diretor John Carpenter com o cinema irreverente e satírico, no Brasil sua referência Glauber Rocha e Sganzerla que relatam a nossa realidade. Para Marco, Steven Spielberg, por ter crescido assistindo-o e todos os cineastas de Hollywood, e atualmente os irmãos Safdie no qual ele se inspira para usar nos seus trabalhos. Uma coisa em comum entre os dois, ambos amam o que estão fazendo, acreditam que o cinema independente é ótimo para exercer a liberdade de se expressarem como são, sem ter alguém dizendo como precisam fazer, infelizmente existe o lado ruim que é falta de grana.

Brasil está a frente a grandes potências quando se fala de profissionais na área da saúde bucal, mas infelizmente 11% da população nunca foi, 2,5 milhões de adolescentes, oito milhões de pessoas com mais de 30 anos já usam prótese e um, a cada quatro idosos não tem os dentes, esses são dados de dezembro de 2020Nos dois anos após o período entre 2010 e 2017, o mercado odontológico brasileiro também teve um aumento considerável. Essa expansão foi estimulada, principalmente, pela alta procura por procedimentos estéticos dentais durante a pandemia as pessoas procuraram menos ainda o serviço, o que aumentou ainda mais os problemas bucais. O Brasil é uma das grandes potências quando se fala de profissionais da saúde bucal, porém ainda existe uma grande defasagem em busca desse cuidado, os procedimentos são caros, mesmo no período de 2010 a 2017 com o mercado odontológico crescendo, pela estipulação de processos estéticos, uma parcela da população nunca foi ao dentista. Dados de dezembro de 2020 apontam que 2,5 milhões de adolescentes nunca se quer foram ao dentista, oito milhões de pessoas com mais de 30 anos já usam prótese e um, a cada quatro idosos não tem os dentes.  Durante a pandemia isso piorou, devido às medidas de segurança, porém alguns estudos apontaram que os consultórios por ser um local esterilizado, a chance de contaminação era muito baixa, mas como COVID-19 foi algo que mudou radicalmente as nossas vidas, as pessoas ficaram com medo. Com toda essa informação a nossa convidada Elizabeth Rocha, do André Com-Vida de hoje, é uma apaixonada pela sua profissão, trabalhou por 10 anos como técnica em odontologia e há dois anos se formou na faculdade Anhanguera em Niterói, e muito focada no que queria abrir sua clínica no local em que viveu a vida toda, justamente por ver a carência desse tipo de profissional e por entender que não é um serviço acessível, suas especializações são, clínica geral e ortodontia. Mas na clínica existem outras especialidades como, endodontia, o famoso e temido tratamento de canal, ortodontia, cirurgia, atendimento a criança, implante e prótese.  No podcast ela vai falar sobre como ela chegou e ralou para ter seu próprio consultório, essa falta de acesso, mitos, como cuidar dos dentes em casa, a importância de ir ao dentista e os procedimentos. 

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O episódio de hoje conta a história do instituto "Eu me Importo", criado por Adriana Albuquerque, professora, formada em teologia e terapia familiar. O instituto existe há quase 15 anos, atendendo crianças que possuem doenças ameaçadoras da vida, Adriana criou o “Eu me Importo” a partir de um encontro no qual ela teve no hospital dos servidores, durante uma conversa com uma mãe que acompanhava seu filho e ali ela entendeu que esse era o propósito dela; ouvir pessoas.  Durante o podcast, Adriana contou que não precisa só de dinheiro para ajudar e servir outra pessoa, precisa doar tempo, carinho, palavra amiga. O instituto não cuida somente das crianças é algo que se estende às famílias, ajudando no transporte, servindo café, oferecendo uma refeição. Quando se passa a morar dentro do hospital para ficar com alguém que se ama, não existe mais vida. E poder levar um alento para essas pessoas é o que dá energia para eles permanecerem na luta. Durante a conversa ela contou como ajudou muitos familiares proporcionando, o que pra nós, parece ser pequeno, mas que para as famílias foi grandioso.  Se você pensa em ajudar e não sabe como, assista esse podcast, venha se emocionar com a gente e entender que precisa do mínimo para ajudar ao próximo. Tempo, dinheiro e até mesmo uma palavra de conforto e carinho. Adriana estuda, trabalha, tem a sua vida e ainda sim, exerce um trabalho lindo como ser humano. Dados No Brasil existe cerca de 820 mil ONGs. Esse número caiu para 780 mil em 2018 e voltou a crescer para 815 em 2020. OS - Organização social, são qualificações jurídicas dependentes a aprovação do poder público e possuem uma função específica. As entidades OS podem substituir e absorver as funções de entidades e órgãos extintos pela administração pública, em um processo chamado de publicação.

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Se você é 30 + assim como a equipe AFA, deve se lembrar a quantidades de salões de festas que existiam no Rio de Janeiro e deve ao menos ter conhecido alguém que era dono, trabalhava em algum ou muito provavelmente foi em algum casamento ou 15 anos em uma casa dessas, hoje vemos a dinâmica um pouco diferente com os locais que se realizam esses eventos, casais vem buscando algo mais discreto, adolescentes festas em sítios ou viagens.  Márcia nossa convidada do André Com-Vida de hoje atua nesse ramo há mais de 20 anos, trabalhando como administradora no salão da sua irmã, anterior ao salão ela chegou a trabalhar em outros locais, porém quando recebeu a proposta de gerenciar o salão, ela vestiu a camisa e se jogou. Agora eu não sei vocês, mas eu sempre tive uma curiosidade em saber como funciona os grandes bailes atrás das cortinas e é sobre isso que conversamos nesse episódio, captação e atendimento ao cliente, preço, fornecedores, qualidade do serviço, diferença entre festas infantis e adultos e personalização do espaço e como é feita essa escolha. Nesses 20 anos, Márcia explicou como as famílias se tornam parte da família do salão, pessoas que casaram hoje fazem festa para os filhos, para os netos e assim se perpetua uma fidelidade com o cliente e tudo isso se deve ao que foi dito acima. Após a pandemia houve um crescimento na procura de eventos e o setor voltou a aquecer, afinal sonhos que foram paralisados por dois anos e a vontade de comemorar a vida contribuiu para isso acontecer. 

Guilherme Gelain, ator, 21 anos e é com ele o episódio de hoje no André Alves Com-Vida. Desde criança admirava os atores e atrizes pela televisão e a partir do momento que ele entrou no mundo da arte se aprofundou e passou a estudar cada vez mais para atuar. Atualmente ele estuda na Martins Pena, uma escola Estadual para atores no Rio de Janeiro, além dele falar sobre sua vida, ele veio contar como está a escola hoje em dia. Antes de conseguir entrar para essa escola, ele encontrava com atores que estudavam lá em festivais, séries e outros tipos de mídia e percebeu que a escola tinha muito destaque e foi a partir disso que ele sabia que era para lá que ele deveria ir.  A Escola Estadual Martins Pena fica localizada no Rio de Janeiro e foi fundada em 1908, sendo considerada a escola mais antiga de teatro da América Latina, e por ela passaram muitos atores famosos. O objetivo principal da escola era ter uma formação teórica e prática para atores e sempre foi gratuita desde a sua fundação.  O episódio de hoje, além de contar a história da escola e do Guilherme, é uma denúncia em como o prédio se encontra atualmente, com goteiras e as estruturas prestes a desmoronar, com promessas de futuras reformas.  Nosso convidado acredita que a cultura no geral deveria ser mais valorizada, porém, muita coisa acaba se perdendo quando só consumimos televisão ou um teatro muito elitista, o que acaba não gerando muitas oportunidades para atores e atrizes do país. 

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Isso é muito adulto!” A convidada de hoje do Podcast André Alves Com-vida impacta muito as crianças brasileiras, e se você conhece essa frase do começo do texto, já deve ter associado que estamos falando de alguém relacionado a Peppa Pig.  Estefany Cristine Mattos Ferreira, hoje é uma adolescente, mas começou a sua carreira aos 4 anos quando cantava na igreja e uma dubladora que também era frequentadora dessa mesma igreja, sentiu que deveria chamá-la para dublar, o tempo foi passando e aos 8 anos ela foi convidada para ir ao estúdio pela primeira vez. Concorreu com outras meninas e foi escolhida para ser a Peppa Pig, sendo a terceira profissional a dublar a porquinha aqui no Brasil. Desde 2014 ela é voz, que encanta as crianças brasileiras.  Além desse trabalho, ela chegou a dublar um bebê em uma novela no SBT e o Reality Masterchef Junior EUA. Estefany acha linda essa profissão e se orgulha muito, achando incrível a capacidade de “da vida” aos personagens. Durante o podcast conversamos sobre seus sonhos, metas e em como ela se enxerga daqui a alguns anos, e acredita que ainda vai permanecer durante algum tempo dando a voz a personagem, pelo tom da sua voz e como ela ama esse trabalho que muitas crianças amam. Peppa Pig é uma série animada britânica, voltada para crianças pré-escolares, criada em 2004, pelos cartunistas Neville Astley e Mark Baker. A animação conta o dia a dia da vida de uma porquinha rosa de aproximadamente cinco anos, chamada Peppa, que vive com seu irmão, seus pais, seus avós e amigos em uma cidade fictícia. No Brasil, é exibida desde 2011 até 2013 no canal a cabo Discovery Kids e 2015 na TV cultura. Para trabalhar profissionalmente e exercer a função de dublador, é necessário dar entrada ao DRT, documento a partir do qual a pessoa está capacitada, com autorização legal para trabalhar como ator/atriz profissional, essencial e obrigatório para exercer a função.

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Na semana do Dia das Crianças, Elisa Lucinda abriu as portas da sua casa para a equipe AFA, Ana Vitoria, André Felipe e Fábio. Encontramos Elisa além da televisão, naquela sala, onde a música, arte, dança, cores e poesia se encontram e foi desse encontro que saiu mais um episódio do André Alves Com-Vida. Elisa, jornalista, cantora, atriz, poetisa e escritora. Nasceu em Vitória, no Espírito Santo, dia 02 de fevereiro, dia de Iemanjá, em 1986 se mudou para o Rio de Janeiro e para seguir sua carreira de atriz. Em 1994 lançou seu primeiro livro de poesias O semelhante, que se tornou uma peça com o mesmo nome e ficou em cartaz por 6 anos. Primeiro trabalho na televisão foi na extinta TV Manchete na novela Kananga do Japão em 1989. Em 2021 estreou nos streamings com a série Manhãs de novembro. Em 2020 ganhou Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Gramado pelo Conjunto da Obra, além desses recebeu homenagens e outros prêmios citados durante o Podcast. Casa Poema, instituição socioeducativa para capacitar e desenvolver jovens através da poesia falada, fundada em 1988. Em 2006, foi presenteada então pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com uma admissão à Ordem de Rio Branco no grau de Oficial suplementar por méritos como poetisa. Poesia está em sua vida desde a sua infância, quando sempre recitava poemas e durante a sua adolescência foi matriculada em curso de interpretação teatral de poesia. Como vocês podem perceber a nossa convidada, tem uma carreira brilhante e aqui está apenas um resumo, apenas para vocês conhecerem um pouco de quem é Elisa na vida profissional. André abordou diversos assuntos, como racismo, infância, carreira, religião, amor, ancestralidade e família. Qualquer lugar que você ouça a sua voz, seja cantando, atuando, declamando, não tem como não reconhecer Elisa Lucinda e digo que para quem lê suas obras se escuta a mesma falando.

Tia Naty não teve uma infância fácil, desde nova conviveu com violência e alcoolismo por parte do seu padrasto, que acabou deixando sua mãe sem nada e com um filho pequeno, com isso ela precisou ir trabalhar com apenas 13 anos para ajudar em casa e largou a escola, recebendo R$30,00 por semana trabalhando de segunda a sábado.  Aos 17 anos se casou e nesse período já começou a pensar em como ajudar pessoas mais necessitadas, passou a entregar comida para morador de rua, conseguiu arrecadar diversos tipos de alimentos e com isso entregava café da manhã e jantar. A partir do seu filho percebeu que não havia nenhum tipo de projeto social na sua comunidade voltado para meninos e o pensamento foi “caraca, meu filho vai crescer no meio do tráfico” e a partir daí que surgiu o projeto, para justamente resgatar a inocência das crianças e a sua própria, afinal ela havia perdido, quando precisou trabalhar muito nova.  Projeto surgiu a princípio somente para meninos na parte alta da comunidade, onde o tráfico é mais presente e como na parte de baixo havia um projeto de balé voltado para meninas, o foco inicial eram os meninos.  Atualmente o projeto tem 6 anos começou dia 19 de abril, aniversário do seu filho, pegaram um berimbau, foram para um espaço que tem na comunidade e sem nenhuma divulgação começaram a tocar e as crianças começaram a chegar, conforme as crianças chegavam ela comunicava “vai ter um projeto!”. Além dos meninos, aparecerem meninas também, e ela entendeu que não era um projeto só para meninos e sim para todas as crianças.  Atualmente o projeto, tem aula de reforço, capoeira, inglês, DJ, biblioteca com livros, culinária com aproveitamento de alimentos para eles poderem comer, empreendedorismo, arte e artesanato do lixo ao luxo, brinquedoteca e, além disso, as campanhas de volta as aulas para material escolar os eventos, como festa junina, Páscoa, Natal e Ano novo. Eles comem no projeto. O projeto Recebeu premiação pela câmara dos vereadores, e a história é incrível e ela conta no podcast. Tia Naty está na luta para que crianças não tenham acesso a uma realidade que é bem próxima para quem vive em comunidade, criando cidadãos que irão perpetuar o que aprendem dentro do projeto no mundo. 

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Desde 2014, acontece a campanha Janeiro Branco para estimular o debate e a importância da saúde mental e bem-estar nas relações humanas, criada pelo psicólogo e palestrante Leonardo Abrahão. Sabendo da importância dessa discussão, trouxemos a psicóloga Mariana Pontes, que se dedica à psicanálise com abordagem que tem como base o estudo do inconsciente e como se atua no psiquismo do homem.  Mariana, Psicóloga com Pós em Psicanálise, sempre teve a curiosidade em compreender o comportamento humano e entender as escolhas das pessoas e o que as levavam a adoecer emocionalmente e outras pessoas não, o que leva à construção das personalidades distintas, seus temperamentos. Se dedicar à saúde mental para ela sempre foi um sonho     “posso dizer que amo em meios a altos e baixos. Vitórias, frustrações, aprendizado e construção, Ou seja, me traz imensa satisfação, e me exige quase sempre na mesma intensidade.” Atualmente, ela atende adolescentes e adultos.  Durante o episódio, conversamos sobre comportamentos, frustrações, crescimentos pessoais, doenças, entre outros assuntos voltados para o comportamento humano. O podcast está rico de informações com um formato diferente, espero que vocês gostem e estimulem todos a cuidarem da saúde mental.

A convidada de hoje do podcast André Alves Com-Vida, tem uma história um pouco parecida com o de muitas outras crianças de áreas periféricas, aos 12 anos, sendo a mais velha de seis irmãos, começou a carregar sacolas para os vizinhos, aprendeu a bordar ponto cruz e vender toalhinhas na escola, cuidava da filha da vizinha e vendeu ferro-velho. Amanda Martins nasceu em São João de Meriti em uma família humilde, com algumas crenças sobre dinheiro, prosperidade, graduação que poderiam limitar a sua vida. Primeira da sua família a se formar no ensino superior, bacharel em direito pela Faculdade Mackenzie Rio, onde foi bolsista e pós-graduada em direito do trabalho, especialista em MEI. Atualmente, ela trabalha de forma remota, sendo mentora de microempreendedoras, presta serviço de organização e regularização para mulheres. Que vai da parte administrativo-jurídica, financeira e fiscal de uma microempresa, visando informar e orientar sobre a importância de ter um negócio organizado e regularizado para manter o seu funcionamento e estar propício ao crescimento. Durante esse episódio, André conversou sobre empreendedorismo, mentalidade do desenvolvimento humano, sobre sua trajetória como empreendedora, maternidade e família. Aos 22 anos, ela faliu por falta de conhecimento sobre ela e o mundo dos negócios, por isso acredita que a sua missão é mostrar às mulheres que elas podem fazer e ser o que quiserem, por meio de capacitação e boa orientação.  Além disso, tudo ela ainda tem o Brownie da Prosperidade, que é um negócio com o seu esposo, criado em 2019, que ajudou no final da faculdade.  A conversa de hoje está repleta de histórias, risadas, reflexões e de uma participação especial, sua filha Antônia, se eu fosse você não perderia.

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Nosso convidado do Podcast "André Alves Com-vida" converteu-se aos 27 anos, mas por 15 anos apenas frequentava a igreja. Em 2011, conheceu a Igreja Nova Vida em Vila Isabel, onde teve um encontro significativo com o verdadeiro Jesus, conforme descrito na Bíblia. Foi ali, naquele momento, que iniciou sua trajetória como discípulo de Cristo. A partir desse encontro, passou a compreender como manifestar o verdadeiro amor ao próximo. Cuidar das pessoas não era uma alternativa, mas sim uma missão deixada por Cristo como ensinamento. Assim, dedicou-se às pessoas além das paredes da igreja, através de ações sociais. Anderson Moreno, nosso convidado, compartilhou uma história marcante sobre uma senhora que sempre ficava na porta da igreja, vestindo a mesma roupa surrada e suja, nunca pedindo nada. Mesmo assim, ele costumava levar café e pão para ela, e ela agradecia antes de partir. Durante esse período, iniciou-se uma ação na qual pessoas em situação de rua eram convidadas às sextas-feiras para tomar banho e trocar suas roupas. No primeiro dia, Anderson esperava que a senhora aparecesse e foi procurá-la pelas ruas. Encontrou-a e a levou para participar da ação na igreja. Seu nome era Dona Maria, e sua presença o emocionou profundamente, confirmando a importância de a igreja se envolver em ações sociais para proporcionar dignidade às pessoas. Toda essa jornada inspirou Anderson a escrever o livro "Características de um Bom Pastor". Não se trata de um guia de conduta para líderes religiosos, mas sim uma obra que discute os ensinamentos de Jesus,

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